Prémio

Jean Loup Passek

D. Quixote

Candidatos a

MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL

SACAVÉM


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
Sacavém

Júlio Alves | Portugal, 2019, 65'


Pedro Costa dá-nos a possibilidade de percorrer os seus filmes, "Casa de Lava", "Ossos", "No Quarto da Vanda", "Juventude em Marcha" e "Cavalo Dinheiro", através de um conjunto de objetos que se relacionaram com eles. Um caderno, 9 fotografias, uma camara digital, uma cópia de um filme em 35 mm e um elevador. "Sacavém" procura ser uma janela para o cinema de Pedro Costa e entender como ele é sentido e construído.

  • Imagem: Miguel Saraiva
  • Som: João Alves, Hugo Leitão
  • Montagem: Hugo Santiago
  • Produção: Júlio Alves / Midnight Express
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Júlio Alves
Júlio Alves
Lisboa, 1971. Desde muito novo começou a trabalhar em cinema. Foi assistente de produção ou de realização em diversas produções cinematográficas de países como Portugal, França e Espanha. Destaca-se "Afirma Pereira" de Roberto Faenza com Marcello Mastroianni. Realizou vários filmes de curta metragem de diferentes géneros: ficção, animação e documentário. Realizou quatro documentários de longa metragem. Todos os seus filmes foram exibidos em festivais nacionais e internacionais. Realizou filmes publicitários para marcas nacionais e internacionais em diferentes mercados europeus. Atualmente encontra-se a finalizar o doutoramento em Ciências da Comunicação, da Universidade Lusófona de Lisboa com a tese "Cinema e Objetos". Da tese fazem parte três filmes: Objetos Entre Nós, Casa Encantada e Sacavém.

LÚA VERMELLA RED MOON TIDE


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
lúa vermella

Lois Patiño | Espanha, 2020, 85'


O tempo parece ter parado numa aldeia na costa da Galiza, Espanha. Os habitantes aparentam uma espécie de paralisia, apesar de ainda conseguirmos ouvir as suas vozes: eles falam sobre fantasmas, bruxas, monstros, sobre a lua vermelha. Três mulheres descem das montanhas em busca de Rubio, um marinheiro recentemente desaparecido no mar.

  • Imagem: Lois Patiño
  • Som: JUan Carlos Blancas
  • Montagem: Pablo Gil Rituerto, Óscar de Gispert, Lois Patiño
  • Produção: Zeitun Films
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Lois Patiño
Lois Patiño
LOIS PATIÑO (Vigo, Espanha, 1983) combinou os estudos de Psicologia na Universidade Complutense de Madrid com Cinema na Escola TAI. Continuou a sua formação em cinema na New York Film Academy e na Pompeu Fabra University em Barcelona (Master in Creative Documentary). A curta Mountain in Shadow ganhou diversos prémios, e no Festival Internacional de Cinema de Locarno recebeu o Prémio de Melhor Realizador Emergente pelo filme Costa da Morte. A curta-metragem Noite sem Distância foi apresentada no Festival Internacional de Cinema de Toronto, entre outros, e recebeu o prémio de Melhor Curta Narrativa no Festival Internacional de Cinema de São Francisco. A sua curta mais recente, Fajr, estreou no Festival Internacional de Cinema de Rotterdam. Red Moon Tide (LúaVermella), produzida pela Zeitun Films, é a sua segunda longa-metragem até o momento.

GUERRA WAR


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
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guerra

José Oliveira, Marta Ramos | Portugal, 2020, 105'


A partir da rememoração de um professor de Língua Portuguesa na actualidade, vamos seguir Manuel, o seu pai, ex-combatente da nossa guerra colonial e constantemente atormentado por essas lembranças. Iremos com ele até ao fundo dos lugares físicos que o obcecam – dos quartéis da formação até aos lagos e jardins da sua juventude e enamoramento – bem como ao abismo da sua memória – a guerra e a paixão juntas, indestrinçáveis, numa batalha que pergunta ou grita as imemoriais dúvidas existenciais.

  • Imagem: José António Loureiro, Manuel Pinto Barros, Pedro Bessa
  • Som: Felipe Zenícola, Bernardo Theriaga
  • Montagem: José Oliveira, Marta Ramos
  • Produção: Abel Ribeiro Chaves - Optec - Filmes, José Oliveira, Marta Ramos
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José Oliveira
José Oliveira
Realizador e professor de Cinema. Fundou o Lucky Star Cineclube de Braga e leciona as cadeiras de História do Cinema e Realização na Cascais School of Arts. Os seus últimos filmes foram: LONGE (presente na seleção oficial de Locarno (2016) e Os Conselhos da Noite (a estrear este ano). Guerra, corealizado com Marta Ramos, ocupou-os nos últimos três anos.
Marta Ramos
Marta Ramos
Nasceu em Lisboa, em 1984, e licenciou-se em Arquitectura na mesma cidade. Colaborou, durante os últimos dez anos, na produção, montagem e realização de filmes independentes. Dedica-se também de corpo e alma ao canto, expressão artística que tem registado em estreita cooperação com José Oliveira.

iHUMAN


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
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ihuman

Tonje Schei | Noruega / Dinamarca, 2019, 99'


iHUMAN é um thriller político que explora a crescente expansão da inteligência artificial sob a ilusão de democracia e liberdade de escolha. O filme segue os pioneiros na linha de frente da revolução invisível de IA, expondo a forma como essa tecnologia vai sendo desenvolvida e implementada. Em iHuman, algumas das mentes mais brilhantes da indústria de IA decifram um roteiro para o nosso futuro. Quem estará realmente na posse do código?

  • Imagem: Henrik Bohn Ipsen
  • Som: Sølve Huse-amundsen
  • Montagem: Torkel Gjorv, Aleksander Kvam
  • Produção: Jonathan Borge Lie For Upnorth Film
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Tonje Schei
Tonje Schei
Tonje é uma cineasta premiada que trabalha em produção independente de documentários desde 1996. Os seus filmes focam principalmente os direitos humanos, o meio ambiente e a mudança da relação entre o homem e a máquina. Tonje realizou DRONE, um documentário sobre a guerra secreta de drones da CIA. Desde o lançamento em 2014, DRONE ganhou o prémio de Melhor Documentário Norueguês e Checkpoints, o prémio de direitos humanos, no Bergen International Film Festival e o Film Peace Prize no Tromsø International Film Festival. O filme recebeu o prémio de Melhor Documentário do Ano no Cinema for Peace, em Berlim. DRONE ganhou o prémio Amanda, o equivalente ao Oscar norueguês, e Gullruten, o Emmy norueguês, de Melhor Documentário de 2015. Tonje realizou e produziu PLAY AGAIN e INDEPENDENT INTERVENTION, que conquistaram diversos prémios internacionais. Os filmes foram exibidos em mais de 100 países e são usados por escolas e universidades em todo o mundo. Tonje é cofundadora e diretora da UpNorth Film em Oslo, Noruega.

DENTRO DA MINHA PELE IN MY SKIN


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
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dentro da minha pele

Toni Venturi, Val Gomes | Brasil, 2020, 86'


Uma impressão poderosa do racismo quotidiano profundamente enraizado no Brasil, o último país do mundo ocidental a abolir o trabalho escravo. O filme é uma mistura soberba de entrevistas, poesia, música, material histórico e reflexões.

  • Imagem: Daniel Fagundes
  • Som: Evelyn Santos
  • Montagem: Marcola Marinho, Paulo Alberto
  • Produção: Camila Abade
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Toni Venturi
Toni Venturi
É formado em cinema na Ryerson University em Toronto, Canadá. Atualmente, cuida da criação e supervisão artística dos projetos da produtora OLHAR IMAGINÁRIO. Em julho lançou a série Cena Inquieta de 26 episódios sobre teatro de grupo pelo SESCTV e está lançando o documentário Dentro da Minha Pele pela GLOBOPLAY sobre o racismo estrutural.
Val Gomes
Val Gomes
É responsável pelo PORTAL AUDIOVISUAL ANTIRRACISTA que procura viabilizar a realização de filmes e séries de talentos negros. Formada em Ciências Sociais, atuou diretamente no tratamento de temas como violência doméstica e igualdade de género e direitos humanos. Possui monografias e artigos publicados, como Aparato Policial e Violência Doméstica: Imprecisões em Boletins de Ocorrência. Entre 2012 dedicou-se ao tema da violência de estado da ditadura militar e da atuação contemporânea da Polícia Militar que resultou na publicação do texto Educação em Direito à Memória e a Verdade.

STRIP AND WAR


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
strip and war

Andrei Kutsila | Polónia / Bielorrússia, 2019, 68'


O filme conta a história de uma pequena família, composta pelo avô reformado do exército e o seu neto stripper. Não é apenas a história de um relacionamento, mas um reflexo de toda a Bielorússia e do mundo pós-Soviético pró-Rússia. Além disso, é uma reflexão universalmente reconhecida do enorme fosso entre gerações.

  • Imagem: Andrei Kutsila
  • Som: Mihail Knu
  • Montagem: Andrei Kutsila
  • Produção: Belsat
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Andrei Kutsila
Andrei Kutsila
Nasceu em 1983 em Baranovichi, na BieloRússia. Em 2007, formou-se em jornalismo pela Bielo-Rússia State University. Em 2009, concluiu a Academia Estatal de Artes da BieloRússia. Atualmente trabalha como freelancer para estúdios e TV. Realizou mais de 10 curtas e médias metragens. Andrei foi participante em muitos projetos educacionais internacionais (IDF Academy, Berlinale Talents, etc). Em 2018, Andrei recebeu o Prémio IDFA de Melhor Documentário de média-metragem pelo filme “Summa”. "Strip and War" é o seu primeiro documentário de longa-metragem.

COLOMBIA IN MY ARMS


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
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colombia in my arms

Jenni Kivistö, Jussi Rastas | Finlândia, 2020, 91'


Ernesto é um dos muitos guerrilheiros das FARC que sonham com um país melhor pelo qual vale a pena lutar, mas desta vez sem utilizar as armas. No entanto, o acordo de paz - que visa acabar com 52 anos de conflito armado – lança a sociedade polarizada no caos, com todos temendo pelo futuro e a sua própria sobrevivência. O que acontece com uma paz frágil num país desigual quando fazer a coisa "errada" pode ser facilmente justificado como o único meio de luta? Colômbia Nos Meus Braços é um retrato íntimo, forte e sincero de pessoas nos extremos da sociedade colombiana.

  • Imagem: Jussi Rastas
  • Som: Rasmus WINTHER Jensen
  • Montagem: Jenni Kivistö, Jussi Rastas, Sully Reed, Antti Jääskeläinen
  • Produção: Markku Tuurna
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Jenni Kivistö
Jenni Kivistö
É uma realizadora de documentários finlandesa que viveu e estudou na Colômbia durante 7 anos. Formou-se na escola de cinema Black Maria em 2013 (Colômbia), e está atualmente a concluir o programa de mestrado em Documentário na Aalto University (Finlândia). A sua curta Äiti (Mother, 2017) recebeu o prémio Silver Mikeldi no ZINEBI e foi exibida em grandes festivais como Clermont-Ferrand e Cairo International Film Festival. O seu primeiro documentário de longa-metragem, Land Within (2016), teve estreia mundial no DOK Leipzig em 2016 no concurso Next Masters.
Jussi Rastas
Jussi Rastas
É um documentarista e diretor de fotografia finlandês que viveu 4 anos na América do Sul; Colômbia, Peru e Chile. Mestrado em Digital Media (Universidade de Jyväskylä, Finlândia) e estudou Cinematografia em Espanha (ESCAC). Nos últimos anos, Jussi realizou uma série de curtas-metragens documentais sobre racismo e discriminação e trabalhou como delegado audiovisual para a Cruz Vermelha em zonas de desastre e conflito na Ucrânia, Síria e África. Colombia in My Arms é a sua primeira longa-metragem como realizador.

OECONOMIA


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
oeconomia

Carmen Losmann | Alemanha, 2020, 89'


Camada a camada, OECONOMIA revela como as regras do jogo capitalista contemporâneo precondicionam sistematicamente o crescimento, os déficits e as concentrações de riqueza. Com particular rigor e perspicácia, OECONOMIA articula os aspetos mais flagrantes da economia capitalista tornados invisíveis pela cobertura predominante dos media.

  • Imagem: Dirk Lütter
  • Som: Peter Rösner, Till Röllinghoff, Etienne Haug, Detlev Schmelzenbach
  • Montagem: Henk Drees, Carmen Losmann
  • Produção: Hannes Lang, Mareike Wegener
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Carmen Losmann
Carmen Losmann
A cineasta alemã Carmen Losmann nasceu em 1978. Após três anos de estudos em Colónia e Inglaterra (Ba em Marketing de Artes) ingressou na Academy of Media Arts em Colónia e formou-se em cinema. O seu filme de estreia - o documentário WORK HARD - PLAY HARD - trata dos efeitos da gestão moderna de recursos humanos e recebeu diversos prémios, incluindo o prestigioso German Grimme Prize 2014. Bolsista do Gerd Ruge Project pelo documentário OECONOMIA . Carmen Losmann vive e trabalha em Colónia e Templin. OECONOMIA é o seu segundo documentário de longa-metragem como realizadora.

AQUI Y ALLI, JOURNAL D’UNE EXILÉE AQUI Y ALLI, DIARY OF AN EXILED WOMAN


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
aqui y alli

Emma Fariñas | França, 2020, 52'


Enquanto limpava o apartamento da avó, que acabara de morrer, Anna encontrou um caderno. Aí, ela descobre uma história de amor secreta, vivida durante a euforia da República Espanhola na década de 1930. As fotografias entrelaçadas trazem de volta memórias de tempos passados. Entre França e Espanha, revela-se o percurso singular de Lúcia, a voz de uma mulher forçada à emancipação no tumulto da História.

  • Imagem: Emma Fariñas
  • Som: Alexandre Lesbats
  • Montagem: Ugo Zanutto
  • Produção: Les Productions de L’oeil Sauvage /// Les Zooms Verts
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Emma Fariñas
Emma Fariñas
Emma Fariñas nasceu em 1982 em Toulouse (França). Depois de se formar em Cinema (University Paris 8 e Famu em Praga), Audiovisual e Literatura Espanhola (University Toulouse 2), tem trabalhado em produção e realização de documentários desde 2006. Por meio das suas próprias criações, tenta encontrar a maneira certa de contar o mundo. Fala sobre memórias com La valeur des objets (ensaio fotográfico e de áudio), sobre tradição com Les Mécanographes de Mexico (depoimentos de escritores), propõe uma reflexão sobre fotografia com o documentário Instants saisis). Cuando se fueron los olivos leva-nos ao passado e ao presente, através da intimidade de um pátio espanhol. Em Aquí y allí (52 min + versão pedagógica 15 min), mistura com sensibilidade uma história pessoal com a História, um documentário com ficção e a fotografia com som.

VISÕES DO IMPÉRIO VISIONS OF EMPIRE


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
mdoc visões do império

Joana Pontes | Portugal, 2021, 93'


Visões do Império é uma viagem colectiva ao passado colonial através de uma selecção de fotografias do império português, captadas desde os finais do século XIX até à Revolução de Abril de 1974, que pôs fim tanto ao regime político que governava Portugal, como ao estatuto colonial de vários territórios africanos que só em 1975, depois de uma longa guerra, se tornaram países independentes.

  • Imagem: Rui Xavier
  • Som: Armanda Carvalho
  • Montagem: Rui Branquinho, Joana Pontes
  • Produção: Filipa Reis, Patrícia Faria
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Joana Pontes
Joana Pontes
Portuguesa, é licenciada em Psicologia pela Universidade de Lisboa. Fez estudos em cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e em televisão na Radio Televisão Portuguesa, tendo concluído formação em TV Production com a BBC, British Broadcasting Corporation. Foi realizadora da SIC, Sociedade Independente de Comunicação, de 1992 a 2002, tendo saído para se dedicar a trabalho académico. Em 2002/2003 concluiu o Programa Avançado em Jornalismo Político no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica de Lisboa. De 2004 a 2008 foi assessora da Direção de Programas da RTP para a área do documentário. Doutorou-se em História Contemporânea em Março de 2018, tendo sido bolseira da Fundação da Ciência e Tecnologia. Dedica-se à escrita e realização de documentários. Atualmente leciona na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa.

THE ENCHANTED WORDS OF THE HUPD’ÄH OF THE AMAZON - MASTERS OF KNOWLEDGE


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
mdoc

Mina Rad | França, 2020, 52'


“Humanidade é natureza” é o que o Hupd’äh pensam. Na cosmologia desse povo, uma das duzentas e dez etnias do Brasil, não há separação entre a natureza mineral, vegetal, animal e humana. A música e a palavra têm um poder transformador, muitas vezes incompreensível para nós. O filme foi produzido a partir do acervo etnográfico do antropólogo Renato Athias, com textos, filmagens, fotografias e músicas coletadas na década de 1980, atualmente digitalizadas no Arquivo Linguístico dos Povos Indígenas da América Latina (AILLA) da Universidade do Texas. O filme dá voz aos chefes de clãns Hupd’äh: Bihit, Casimiro e Mehtiw (in Memoriam). O filme oferece novas maneiras de refletir sobre a relação entre humanos e não humanos.

  • Imagem: Mina Rad
  • Som: Mina Rad
  • Montagem: Isabel Castro
  • Produção: World Cultural Productions
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Mina Rad
Mina Rad
Mina Rad é diplomada em Comunicação e História pela Universidade de Paris. Foi jornalista internacional, apresentadora de rádio e televisão e repórter cultural. Desde 2012 é realizadora de documentários, após ter frequentado os Ateliers Varan. Foi fundadora em 2013 e é presidente da APRÈS VARAN, associação de ex-alunos dos Ateliers Varan. É co-diretora do APRÈS VARAN Documentary Film Festival. Coordena também o Festival de Cinema Feminino para o Dia da Mulher. Francesa de origem iraniana, vive e trabalhou na Europa e em diferentes partes do mundo: EUA, América Central e Ásia.

DISPLACED


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
mdoc displaced

Sharon Ryba-Kahn | Alemanha, 2020, 90'


Sharon é judia e terceira geração de sobreviventes do Holocausto. Quando o seu pai distante, Moritz, entra novamente em contato com ela após sete anos de silêncio, torna-se urgente para ela reconstruir a história da família do pai. A partir daqui começa uma viagem onde Sharon tenta compreender e refletir sobre a sua família.

  • Imagem: Omri Aloni
  • Som: Kai Ziarkowski
  • Montagem: Evelyn Rack
  • Produção: Alex Tondowski, Ira Tondowski
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Sharon Ryba-Kahn
Sharon Ryba-Kahn
A realizadora franco-israelita nasceu em Munique em 1983 e passou os primeiros 14 anos em Munique, antes de se mudar para Jerusalém em 1997. Em 2001 foi para Paris estudar representação e continuou os estudos de teatro em Nova York sob a direção de Mike Nichols. Depois de encenar e atuar em várias produções teatrais, continuou os estudos de produção cinematográfica na NYFA. Em 2007, mudou-se para Berlim e começou a trabalhar como freelancer na indústria cinematográfica. Sharon inscreveu-se no programa de mestrado em realização de documentários da Filmuniversität Babelsberg Konrad Wolf em Potsdam. Durante o programa, Sharon realizou três curtas-metragens e “Displaced”. Sharon está atualmente a trabalhar num documentário de longa-metragem “Love till 120“. Sharon está atualmente matriculada no doutoramento na Filmuniversität Babelsberg Konrad Wolf e é investigadora ELES, uma bolsa de estudos para alunos judeus na Alemanha.

DIYALOG DIALOGUE


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
mdoc diyalog

Selim Yildiz | Turquia, 2020, 93'


Somos testemunhas de uma guerra duradoura e devastadora com raízes profundas na Turquia. No Kurdistão, apesar da mudança das estações, a mãe Besna anseia pelo retorno do seu filho Enes com a mesma compaixão, fixando os olhos nas montanhas nevadas e vales profundos de Mezra Şexan, uma vila em Bahçesaray, Van. Diz-se que Enes, desaparecido repentinamente em 2008, se juntou às fileiras do PKK (Partido dos Trabalhadores do Kurdistão), mas, até 2015 a sua família não sabia se ele estava vivo ou não. Tendo ouvido dizer que Enes está em Rojava, o sombrio pressentimento da mãe Besna é substituído por uma enorme esperança e desejo de reencontro.

  • Imagem: Selim Yildiz
  • Som: Selim Yildiz
  • Montagem: Selim Yildiz
  • Produção: Selim Yildiz
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Selim Yildiz
Selim Yildiz
Selim Yildiz (1985) nasceu em Van, Curdistão. Enquanto estudava fotografia, trabalhou como operário da construção civil. Organizou as exposições 113 anos de resistência - imprensa curda e migração infantil. Em 2013, passou 29 dias com soldados curdos (PKK) e fez seu primeiro documentário 29. Seu segundo filme, I Remember, foi sobre o Massacre de Roboskî. Recebeu o Prêmio Johan van der Keuken de Novo Talento em Documentarismo. Atualmente, trabalha no quarto projeto de documentário, Monologue.

PRAZER, CAMARADAS!


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
mdoc prazer camaradas

José Filipe Costa | Portugal, 2019, 105'


1975. Pós-revolução de 25 de Abril. Eduarda, João e Mick viajam da Europa do Norte para trabalhar nas cooperativas das herdades ocupadas em Portugal. Vêm ajudar nas atividades rurais e pecuárias, dar consultas médicas e de planeamento familiar, mostrar filmes de educação sexual e participar nos bailes tradicionais. Trazem muitas perguntas, mas os “camaradas do Sul” têm mais interrogações do que respostas: Querem saber quem somos? Como tratamos as nossas mulheres e crianças? Como convivemos e amamos? Venham daí! Vamos estranhar-nos, vamos desentender-nos de certeza, que tudo faz parte desta revolução-festa!

  • Imagem: Hugo Azevedo
  • Som: Rúben Costa
  • Montagem: João Braz
  • Produção: Filipa Reis, João Miller Guerra
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José Filipe Costa
José Filipe Costa
Doutorado pelo Royal College of Art, Londres. Escreveu e realizou várias curtas-metragens, entre as quais A Rua (2008), Chapa 23 (2006), Domingo (2005) e os documentários Prazer, Camaradas! (2019), Linha Vermelha (2011), Entre Muros (2002) presentes em festivais internacionais de cinema, como o Festival de Locarno, BFI London Film Festival, Viennale, Cinéma du Réel, PlanetaDoc, Fórumdoc.bh, Fidé Brasil, Festival de Curtas do Rio de Janeiro, IndieLisboa, Curtas de Vila do Conde, entre outros, e com exibições em vários canais de televisão como RTP, Futura-Brasil e ZDF-Arte. Foi argumentista e realizador da série de divulgação científica Histórias da Vida na Terra (2008). Foi professor visitante na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2013) e tem lecionado no IADE, ETIC, Instituto Politécnico de Tomar e no curso DocNomads, Documentary Film Directing Erasmus Mundus.

AMOR FATI


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
mdoc amor fati

Cláudia Varejão | Portugal, 2020, 102'


Amor Fati vai ao encontro de partes que se completam. São retratos de casais, amigos, famílias e animais com os seus donos. Partilham a intimidade dos dias, os hábitos, as crenças, os gostos e alguns traços físicos. A partir dos seus rostos e da coreografia dos gestos, descobrimos a história que os enlaça. Assente na vida quotidiana, o filme desenha diante dos nossos olhos um coro de afetos e da memória coletiva de um país, convocado o discurso de Aristófanes no Banquete de Platão: Não será a isto que vocês aspiram — a identificarem-se o mais possível um ao outro, de forma a não mais se separarem noite e dia? Se é essa a vossa aspiração, estou disposto a fundir-vos e soldar-vos numa só peça, de tal modo que, em vez de dois, passem a ser um só.

  • Imagem: Cláudia Varejão
  • Som: Cláudia Varejão, Takashi Sugimoto, Adriana Bolito
  • Montagem: João Braz, Cláudia Varejão
  • Produção: Terratreme Filmes
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Cláudia Varejão
Cláudia Varejão
Cláudia Varejão nasceu no Porto e estudou realização no Programa de Criatividade e Criação Artística da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a German Film und Fernsehakademie Berlin e na Academia Internacional de Cinema de São Paulo. Estudou ainda fotografia no AR.CO Centro de Arte e Comunicação Visual em Lisboa.. Os seus filmes têm sido selecionados e premiados pelos mais prestigiados festivais de cinema, passando por Locarno, Roterdão, Visions du Reel, Cinema du Reel, Karlovy Vary, Art of the real - Lincoln Center, entre muitos outros. A par do seu trabalho como realizadora desenvolve um percurso como fotógrafa e é professora convidada no AR.CO e na Universidade Católica do Porto. O seu trabalho, tanto no cinema como na fotografia, documentário ou ficção, vive da estreita proximidade com os seus retratados.

ANA E MAURIZIO


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
mdoc ana e maurizio

Catarina Mourão | Portugal, 2020, 64'


A pintora Ana Marchand sempre se sentiu um tanto deslocada na sua família. Donde lhe viria o amor pela arte e pela viagem? Em jovem viu um livro de viagens escrito pelo seu tio, Maurizio Piscicelli, e finalmente compreendeu. Catarina Mourão (Pelas Sombras, A Toca do Lobo, O Mar Enrola na Areia) acompanha Ana na sua travessia familiar e espiritual. Quem foi Maurizio? Quem é Ana? O rosto de um, o do outro. A reencarnação são as várias vidas que vivemos.

  • Imagem: Catarina Mourão, Tiago Figueiredo
  • Som: Armanda Carvalho, Catarina Mourão
  • Montagem: Pedro Mateus Duarte
  • Produção: Laranja Azul / Catarina Mourão
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Catarina Mourão
Catarina Mourão
Catarina Mourão estudou Music, Law and Film (MA Brisol University). In 1998, foi uma das fundadoras da Apordoc, Associação pelo Documentário, e começou a ensinar Cinema e Documentário em 2000. No mesmo ano, com a realizadora Catarina Alves Costa, fundou a Laranja Azul, uma produtora independente de Documentário e Artes Visuais.

ACASA MY HOME


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
acasa

Radu Ciorniciuc | Roménia, 2020, 85'


No Delta de Bucareste, a família Enache viveu em perfeita harmonia com a natureza durante duas décadas, dormindo numa cabana na margem do lago, pescando e seguindo o ritmo das estações. Quando esta área é transformada num parque nacional público, eles são obrigados a deixar esta vida pouco convencional e mudarem-se para a cidade. Enquanto a família luta para se conformar à civilização moderna, cada um deles começa a questionar o seu lugar no mundo e qual poderá ser o seu futuro. Com um olhar empático e cinematográfico, o cineasta Radu Ciorniciuc oferece-nos, neste seu primeiro filme, a história envolvente de uma família empobrecida a viver à margem da sociedade na Roménia, lutando por aceitação e a sua própria versão de liberdade.

  • Imagem: Radu Ciorniciuc, Mircea Topoleanu
  • Som: Alex Campan
  • Montagem: Andrei Gorgan
  • Produção: Monica Lăzurean-Gorgan
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Radu Ciorniciuc
Radu Ciorniciuc
Em 2012, Radu cofundou a primeira organização de media independente na Roménia - Casa Jurnalistului, uma comunidade de repórteres. Desde então tem trabalhado como escritor e repórter. As suas pesquisas estão focadas em direitos humanos, direitos dos animais e questões ambientais em todo o mundo. O seu trabalho investigativo e jornalístico foi publicado na maioria das principais organizações de media internacionais - Channel 4 News, The Guardian, Al Jazeera, etc. - e recebeu prémios nacionais e internacionais. O seu trabalho jornalístico foi reconhecido pela Royal Television Society UK (2014), Amnesty International UK (2014), Harold Wincott Awards for Business, Economic and Financial Journalism (2016) e por outras instituições internacionais e nacionais de prestígio.

LIFE OF IVANNA


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR CURTA OU MÉDIA-METRAGEM INTERNACIONAL
mdoc life of ivanna

Renato Borrayo Serrano | Rússia, 2021, 82'


Forte e apaixonada, Ivanna é uma jovem mulher Nenets e mãe de 5 filhos. Sozinha com eles no ambiente hostil da tundra Ártica, vive o modo de vida tradicional do povo nómada Nenets: pastorear as renas pela vasta tundra em pequenas comunidades nómadas, mudar as casas de lugar apoiadas em trenós e resistir aos frios extremos. Ivanna faz o trabalho que tradicionalmente é feito por duas pessoas, marido e mulher, para a sobrevivência da família. O pai dos seus cinco filhos, Gena, tornou-se alcoólico. Face às condições de rápida deterioração de vida na tundra e de forma a tomar as rédeas da sua própria vida, Ivanna decide imigrar para a cidade. Simultaneamente, um drama emancipatório e um réquiem melancólico pela vida perdida na tundra, este filme retrata com grande intimidade os sentimentos de uma mulher em transição para uma nova vida.

  • Imagem: Renato Borrayo Serrano, Darya Sidorova
  • Som: Israel Bañuelos
  • Montagem: Inge-Lise Langfeldt, Renato Borrayo Serrano
  • Produção: Ethnofund Film
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Renato Borrayo Serrano
Renato Borrayo Serrano
Renato Serrano nasceu na Guatemala, América Central. Vive e trabalha na Rússia desde 2012. Em 2017, formou-se como realizador de cinema especializado em documentário, pela Universidade Estadual Russa de Cinematografia S. A. Gerasimov. Em 2017 cursou a Escola de Documentário e Teatro Marina Razbezhkina e Mikhail Ugarov. Atualmente está sediado em Moscovo. Desde 2014 as suas obras participaram em diversos festivais internacionais de cinema, na Rússia e no estrangeiro. O seu filme Film for Carlos recebeu a menção honrosa do júri do concurso de curtas da edição Dok Leipzig 2017 e também foi menção honrosa do júri do Art Dok Fest 2017, o maior festival de documentários de Moscovo e ganhou o prémio de melhor curta metragem no DocuDays UA 2018 em Kiev.

ENTRE LEIRAS THE LIFE WE KNOW


Candidato ao Prémio Jean-Loup Passek
MELHOR LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL
mdoc entre leiras

Cláudia Ribeiro | Portugal, 2020, 82'


No lugar de Passinhos de Cima, entre Douro e Tâmega, vivem cerca de trinta pessoas. No topo de uma encosta encontramos as irmãs Ana e Glória. É um lugar isolado, que o padeiro, o peixeiro, o merceeiro e os filhos de ambas visitam uma vez por semana. O resto vem da terra, que as duas irmãs trabalham de sol a sol, entre leiras. Guiados pelo olhar curioso da câmara, seguimos o ciclo agrícola ao longo do ano. À medida que a relação entre realizadora e protagonistas vai amadurecendo, desvenda-se o dia-a-dia e os pensamentos mais profundos destas mulheres sobre a vida no campo, a única que conhecem.

  • Imagem: Cláudia Ribeiro
  • Som: Cláudia Ribeiro
  • Montagem: Cláudia Ribeiro, João Miller Guerra, Raul Domingues
  • Produção: Cláudia Ribeiro, Filipa Reis, João Miller Guerra
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Cláudia Ribeiro
Cláudia Ribeiro
Cláudia Ribeiro (n. 1990) nasceu em Guimarães e vive no Porto. Licenciada em Cinema (Universidade da Beira Interior) e Mestre em Antropologia em Culturas Visuais (2018, UNL-FCSH). Trabalha sobre os conceitos de cultura e identidade, movida por um questionamento constante do comportamento humano, da memória, da representação e do conceito de realidade. ENTRE LEIRAS marca a sua estreia na realização documental, resultado de um árduo trabalho de campo de sete meses em Paredes de Viadores, Marco de Canaveses.